A ignorância é uma benção.
A ignorância É uma benção?
Não gosto de acreditar nisso.
Acho que o conhecimento está bem na nossa frente. Escolher se fazer de cego pra continuar num pseudo-paraíso é uma grande burrice. Além de tudo, há a curiosidade, alimento principal da vida (humana ou não). Nós DESEJAMOS saber. Agora, viver com o conhecimento já é outra coisa...tem gente que surta, que se faz de cego...tem até gente que fica realmente cego de tão chocante que a verdade pode ser.
Lembrei agora do filme "E tua mãe também". A personagem era corna, mas um belo dia o marido chega e joga a verdade pra ela. A reação da pobre é simplesmente perguntar "porque você me disse isso?"
Simples: ela não queria enfrentar a verdade. Estava "feliz" com a situação à qual já estava perfeitamente adaptada.
Sua ignorância era a benção e calmaria da sua vida.
Ter o fato jogado na sua cara exigia que ela tivesse alguma reação. A partir desse momento começa a epifania: a vida dela nunca mais voltará ao estado anterior.
E de onde vem isso? Esse medo de enfrentar a "verdade"?
Tememos o fim da nossa felicidade?
Felicidade é isso: algo construído sobre escombros de mentiras frajutas que nós mesmos nos damos ao trabalho de alimentar, como vermes famintos de cérebros que enfiamos nos próprios ouvidos?
Se a mentira não é boa, então o que dizer da verdade?
A verdade é que traímos, enganamos, odiamos, tramamos contra as pessoas que amamos, contra amigos, familiares, amantes. Há um prazer inescrupuloso em fazer o mal. Talvez esse prazer seja proporcionado pela sensação extasiante que temos ao enganar os outros.
Ser um estelionatário não é gostoso apenas pelo dinheiro, mas dá satisfação por poder enganar pessoas mais bem sucedidas e, supostamente, mais inteligentes que você.
Ainda estou digerindo essa necessidade de enganar e esse prazer em ser enganado. Espero poder superar essa fase logo. As coisas que vejo me fazer ter uma visão cada vez mais pessimista da humanidade.
A ignorância É uma benção?
Não gosto de acreditar nisso.
Acho que o conhecimento está bem na nossa frente. Escolher se fazer de cego pra continuar num pseudo-paraíso é uma grande burrice. Além de tudo, há a curiosidade, alimento principal da vida (humana ou não). Nós DESEJAMOS saber. Agora, viver com o conhecimento já é outra coisa...tem gente que surta, que se faz de cego...tem até gente que fica realmente cego de tão chocante que a verdade pode ser.
Lembrei agora do filme "E tua mãe também". A personagem era corna, mas um belo dia o marido chega e joga a verdade pra ela. A reação da pobre é simplesmente perguntar "porque você me disse isso?"
Simples: ela não queria enfrentar a verdade. Estava "feliz" com a situação à qual já estava perfeitamente adaptada.
Sua ignorância era a benção e calmaria da sua vida.
Ter o fato jogado na sua cara exigia que ela tivesse alguma reação. A partir desse momento começa a epifania: a vida dela nunca mais voltará ao estado anterior.
E de onde vem isso? Esse medo de enfrentar a "verdade"?
Tememos o fim da nossa felicidade?
Felicidade é isso: algo construído sobre escombros de mentiras frajutas que nós mesmos nos damos ao trabalho de alimentar, como vermes famintos de cérebros que enfiamos nos próprios ouvidos?
Se a mentira não é boa, então o que dizer da verdade?
A verdade é que traímos, enganamos, odiamos, tramamos contra as pessoas que amamos, contra amigos, familiares, amantes. Há um prazer inescrupuloso em fazer o mal. Talvez esse prazer seja proporcionado pela sensação extasiante que temos ao enganar os outros.
Ser um estelionatário não é gostoso apenas pelo dinheiro, mas dá satisfação por poder enganar pessoas mais bem sucedidas e, supostamente, mais inteligentes que você.
Ainda estou digerindo essa necessidade de enganar e esse prazer em ser enganado. Espero poder superar essa fase logo. As coisas que vejo me fazer ter uma visão cada vez mais pessimista da humanidade.
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