domingo, 29 de abril de 2012


E além disso, não tenho paciência com pessoas que não abrem mão das coisas, que as perseguem chorando. Quando algo se vai, se vai. Está terminado. Deixe-o ir, então. Ignore-o e console a si mesmo, se necessitar de consolo, tendo em mente que nunca se recupera a mesma coisa que se perdeu. Sempre uma coisa nova. A partir do momento em que o deixa, já é diferente...tenho como regra da vida nunca me arrepender nem olhar para trás. Arrepender-se é um desperdício imenso de energia, e ninguém que pretenda tornar-se um escritor pode se dar ao luxo de entregar-se a ele.Não se consegue dar-lhe forma, não se pode construir nada a partir dele; só se pode mesmo chafurdar nele. Olha para trás é igualmente fatal para a Arte. É manter-se pobre. A arte não pode e não tolera pobreza.


Je ne parle pas français- Katherine Mansfield.


P.S.: Como eu gostaria de ser capaz de seguir essa regra dela.

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