segunda-feira, 2 de abril de 2012

=(

Eu estou triste. Muito triste, na verdade. Tenho a sensação de que estou fazendo tudo errado e de que tenho perdido várias oportunidades. Sinto como se uma folha que cair na minha cabeça terá o poder de me derrubar. Hoje pensei em como somos frágeis, em como precisamos ser amados, cuidados ou simplesmente compreendidos (não que isso seja fácil). Sentei ao lado de uma mulher que, assim como eu, aguardava um exame, só que ela estava lá para acompanhar sua filha. Conversei um pouco com ela, o que foi suficiente pra fazê-la chorar (não um choro descontrolado, mas aquele choro contido, de quem sofre faz tempo) e me fazer ver (mais uma vez) que a minha condição é muito besta diante das outras milhares. A menina ao meu lado, com seus prováveis 14 anos, foi empurrada na escola há 4 anos. Uma cadeira machucou sua virilha e, desde então, ela vem perdendo as forças de uma das pernas. Passou 6 meses sem andar logo depois do acidente. Teve melhoras, mas agora precisava de uma cirurgia, apesar dos médicos não saberem explicar o que estava acontecendo com ela. Os olhos da mãe da menina, que nem parecia sofrer, não paravam de chorar enquanto ela me contava toda a história,. O mais legal é que o município se negava a pagar uma indenização à menina. E, no meio daquele monte de gente acidentada ou/e agredida, um IDIOTA começa a impregnar porque o A. estava com os pés na cadeira da frente. Depois ele escandaliza e quer porque quer falar com o diretor do local para PROIBIR a entrada de pessoas com roupas impróprias ( até agora me pergunto o que ele quis dizer com "roupas impróprias"). Minha vontade era plantar minha muleta na cara dele e gritar que ele era um débil mental. Que pessoa se preocupa com a roupa (principalmente a dos outros) quanto tem gente ao seu redor que não consegue levantar nem pra ir ao banheiro?
É muito egoísmo, é muito "olhem pra minha dor, mas tô me fudendo pra sua".

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