Comprei uns filmes pra me ajudarem nos planos de ficar em casa estudando forever...
Ontem tentei ver Ghost World, mas acabei dormindo. Nove horas e eu já estava mimindo. Cansaço.
Hoje, quando estava indo ligar o DVD feliz da vida, derrubei ele no chão, mas de uma distância de uns 5 cm só. Achei que nada aconteceria.
A bandeja nunca mais funcionou.
Passei meia hora procurando uma chave de fenda, pois, na minha mente de super heroína, eu seria capaz de consertar aquilo com meus poderes paranormais.
Logicamente, estava enganada.
Mais meia hora perdida.
Fiquei tão puta que comecei a bater no DVD (minha internet tbm não estava funcionando e eu não estava conseguindo me concentrar pra ler, então o que faria sozinha em casa num domingo a noite, sem DVD, Tv ou internet, e sem capacidade metal para ler?).
Começo a pensar na vida e fico triste.
Fuçando, acabo encontrando um outro DVD misterioso e, finalmente, consigo assistir o filme (tive que ver tudo outra vez, já que esse DVD não tinha controle).
Gostei. Muito. Mas fiquei meio angustiada, que nem quando li "O apanhador no campo de centeio".
Fiquei com medo de quem eu vou me tornar. Pior. De quem estou me tornando.
O mais ridículo ainda é que a personagem passa por sua crise nos seus 17, 18 anos, enquanto eu já tenho 26, quase 10 anos a mais.
Às vezes eu me canso dessas minhas coisa, das minhas queixas, da minha falta de decisão sobre a vida, sobre mim mesma.
Minha mãe acha estudar uma coisa muito juvenil. Hoje ela me disse que eu já deveria estar trabalhando numa grande empresa.
Quase berrei que eu não quero trabalhar em uma grande empresa, mas, seguindo a filosofia Ganesha, fiquei calada.
Depois pensei: não quero trabalhar numa empresa...quero?
O que eu quero?
Porque estou estudando?
Tenho uma doença grave: insatisfação crônica.
Quase sempre as coisas que eu desejo são muito mais encantadoras de longe. Quando as alcanço, geralmente, me decepciono e me arrependo. Isso serve para amor, amigos, trabalho...a única coisa que não me decepcionou foi estudar. Gosto do que eu estudo, e parece que todas as voltas sem destino que dei serviram para que eu descobrisse isso. É a única coisa que sei.
O resto de mim ainda é um total desconhecido.
Há muitas cenas marcantes no filme, como a do cara que, todos os dias, espera o ônibus que todo mundo sabe que nunca virá, mas que acaba passando no fim.
É um filme para ser digerido aos poucos.
Ainda estou começando.
Ontem tentei ver Ghost World, mas acabei dormindo. Nove horas e eu já estava mimindo. Cansaço.
Hoje, quando estava indo ligar o DVD feliz da vida, derrubei ele no chão, mas de uma distância de uns 5 cm só. Achei que nada aconteceria.
A bandeja nunca mais funcionou.
Passei meia hora procurando uma chave de fenda, pois, na minha mente de super heroína, eu seria capaz de consertar aquilo com meus poderes paranormais.
Logicamente, estava enganada.
Mais meia hora perdida.
Fiquei tão puta que comecei a bater no DVD (minha internet tbm não estava funcionando e eu não estava conseguindo me concentrar pra ler, então o que faria sozinha em casa num domingo a noite, sem DVD, Tv ou internet, e sem capacidade metal para ler?).
Começo a pensar na vida e fico triste.
Fuçando, acabo encontrando um outro DVD misterioso e, finalmente, consigo assistir o filme (tive que ver tudo outra vez, já que esse DVD não tinha controle).
Gostei. Muito. Mas fiquei meio angustiada, que nem quando li "O apanhador no campo de centeio".
Fiquei com medo de quem eu vou me tornar. Pior. De quem estou me tornando.
O mais ridículo ainda é que a personagem passa por sua crise nos seus 17, 18 anos, enquanto eu já tenho 26, quase 10 anos a mais.
Às vezes eu me canso dessas minhas coisa, das minhas queixas, da minha falta de decisão sobre a vida, sobre mim mesma.
Minha mãe acha estudar uma coisa muito juvenil. Hoje ela me disse que eu já deveria estar trabalhando numa grande empresa.
Quase berrei que eu não quero trabalhar em uma grande empresa, mas, seguindo a filosofia Ganesha, fiquei calada.
Depois pensei: não quero trabalhar numa empresa...quero?
O que eu quero?
Porque estou estudando?
Tenho uma doença grave: insatisfação crônica.
Quase sempre as coisas que eu desejo são muito mais encantadoras de longe. Quando as alcanço, geralmente, me decepciono e me arrependo. Isso serve para amor, amigos, trabalho...a única coisa que não me decepcionou foi estudar. Gosto do que eu estudo, e parece que todas as voltas sem destino que dei serviram para que eu descobrisse isso. É a única coisa que sei.
O resto de mim ainda é um total desconhecido.
Há muitas cenas marcantes no filme, como a do cara que, todos os dias, espera o ônibus que todo mundo sabe que nunca virá, mas que acaba passando no fim.
É um filme para ser digerido aos poucos.
Ainda estou começando.

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