segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Quando eu tinha 12 anos, me apaixonei por uma menino que morava aqui perto de casa. Como todas as pessoas dessa idade (e algumas um pouco, tipo, 20 anos mais velhas) eu utilizei a velha técnica de "arrengar" para me aproximar do garoto, que, por sua vez, utilizou a velha técnica do "gongar" para se mostrar superior e garotãozão.
Mais tarde descobri, tipo, ele me contou, porque aí já era meu amigo, que era apaixonado por outra menina. Adivinha só como era essa menina! Bonita, corpão, amada por todos...e adivinha agora como eu era...magrela, sem peito, arrengueira, vou parar por aqui.
Resultado: ele nunca ficou com ela, mas eu também nunca fiquei com ele.
Alguns anos depois ele me queixou, mas eu dispensei, lógico, pra poder dizer que ganhei no fim das contas.
Até aí tudo bem, eu tinha 12 anos, começo da adolescência, você se sente inseguro com sua aparência e tal...o problema é que pouca coisa, além da minha idade, mudou.
Ainda sou magricela, sem peito e arrengueira, e os caras de quem gosto ainda olham pro lado e babam com cara de chapados ao se depararem com uma menina que parece não ser real.
Deve ser culpa dos contos de fadas, daquelas histórias de princesas perfeitas, sem espinhas e submissas.
Como uma pessoa como eu pode fazer alguém olhar e babar assim?
Eu não flutuo numa nuvem cor de rosa, não cago biscoito de champanhe e não peido cheiroso.
Eu comprei um coturno, eu gosto de usar saia cumpridas pra me sentir mais confortável e nunca vou ao salão para fazer as unhas porque não tenho paciência.




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