domingo, 1 de maio de 2011

No country for old men

Acabei de assistir Onde os fracos não tem vez.
O que dizer?
É a história de um cara do Texas (Josh Brolin) que sai pra caçar e encontra um monte de mexicanos mortos no deserto, umas pick ups cheias de heroína e uma mala com mais de 2 milhões de dolares. Ele, obviamente, leva a mala pra casa, mas, burramente, volta ao local e é descoberto pelos traficantes. Ele é obrigado a fugir e manda sua mulher pra casa da mãe. Um psicopata assassino cruel (Javier Bardem) o persegue querendo o dinheiro de volta.
Antes de ver o final, fui comer alguma coisa com meus amiguinhos. Allan Poe teria me criticado por ter cortado o efeito cabal, mas eu tava com fome. Fiquei pensando na história que o xerife, personagem do Tommy Lee Jones, contou, sobre um cara que estava matando um boi com um tiro dado com uma pistola de ar comprimido, como o de costume e o boi, em vez de morrer, se debateu tanto que o cara decidiu dar um tiro de verdade. A bala ricocheteou, acertou o ombro do cara, e ele passou o resto da vida sem nem conseguir colocar o próprio chapéu (o que deve ser uma humilhação terrível no Texas, terra onde a maior parte da história se passa). Ele finaliza a anedota dizendo que nem na disputa entre o homem e o touro o resultado era certo.
Isso me deu esperanças de que o herói fosse sobreviver. Confesso que minha empatia por ele foi total, adoro personagens texanos calados, no estilo Clint Eastwood (embora seja totalmente contra a viagem de guerra contra forte apache e o extermínio de índios nos filmes de faroeste, assim como na vida real).
Que filme!
Fazia tempo que eu não me envolvia assim na trama, que não torcia pelos personagens e que não ficava com medo.
Hoje em dia tudo se resume à um monte de sangue derramado e um psicopata totalmente impossível de existir, tipo Jogos Mortais...não entendo do que as pessoas gostam nesse tipo de filme. Não tenho nada contra sangue, desde faça sentido, assim como em Kill Bill (bom, pelo menos pra mim faz).
O doido assassino de Javier Bardem é simplesmente prefeito, sem aqueles exageros pra deixar claro para os espectadores desligados que ele é louco. Aquele cabelinho liso de lado, a voz e o jeito "todo duro" de dirigir, deixam ele parecido com aqueles tipos estranhos que a gente encontra por aí, fica meio desconfiado, mas acaba achando inofensivo, o que no caso dele é totalmente falso.
A tensão construída ao longo do filme cria uma sensação muito doida que eu não tinha faz tempo.
Uma lição é certa: quando estiver sendo perseguido por uma gangue de traficantes mexicanos AND um assassino psycho, não se distraia! Muito menos se for para cornear sua mulher que está sendo ameaçada de morte caso você não devolva os 2 milhões que encontrou, certo?
É isso. Vejam!




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