Assisti Encontros ao acaso, ou Come early morning. O título parece besta, e sou muito preconceituosa com títulos e sinopses. Donnie Darko, por exemplo, é um dos melhores filmes que já vi, mas demorei muito para assisti-lo por achar a idéia de um coelho gigante que prevê o futuro bizarra demais.
Bem, com o tal Come early morning não tive tanto problema porque a sinopse me pareceu bem interessante, e negativamente semelhante ao que tenho vivido/ visto ultimamente.
A personagem principal do filme é Lucille, ou Luce, ou Lucy, para os íntimos: uma mulher de 30 e poucos anos que trabalha em uma construtora, tem um relacionamento ( se é que se pode chamar aquilo de relacionamento) difícil com o pai que corneou sua mãe até não querer mais antes que eles finalmente se separassem. Luce tem alguns problemas emocionais. Ela tem dificuldades de se relacionar e acaba se embriagando para poder paquerar. Transa com desconhecidos e foge deles na manhã seguinte, sem ter a mínima vontade de olhar na cara do miserável, que geralmente fica puto ao perceber que ela está "fugindo". Engraçada essa visão da história. Geralmente é o homem que só quer sexo e sai correndo logo depois de conseguir por medo de um relacionamento sério.
Luce é decidida, forte. Por mais "vazios" que esses relacionamentos sejam, ela prefere viver essa verdade do que ficar fingindo um romance sem sentido, quando na verdade as duas partes querem só sexo mesmo.
Um cara novo na cidade (uma cidadezinha do interior, onde a diversão é basicamente tomar cerveja e jogar sinuca em um bar enquanto uma velha junkbox toca clássicos da música country) fica interessado nela e a convida pra sair, o que, para ela, soa meio bizarro. É como se toda essas história de sair, pegar na mão e fingir interesse fosse uma grande farça que Luce não consegue suportar, um jogo que ela não sabe jogar. Eles saem juntos. Os diálogos dos dois me lembram muito as coisas que eu já disse para caras que queriam me paquerar. Respostas curtas e gongantes, e um olhar sempre procurando um ponto de fuga. Para conseguir beijá-lo, ela fica bêbada. Eles vão para a casa dele e fazem sexo. Cal pergunta qual foi a última vez em que Luce beijou alguém sóbria. Isso mexe com ela. Faz com que ela pense sobre o que se tornou e o quanto isso é ruim para ela. Daí começa um romance entre os dois. A atuação dos dois é ótima, as cenas muito cotidianas, muito realistas, tão verdadeiras que me fizeram chorar ( é, ando muito chorona ultimamente).
Não espere uma grande história de amor, ou uma história sobre como Cal salvou Luce de si mesma. Lembre-se de que Luce é o personagem principal. A história é sobre ela. Sobre quem ela se tornou e quem ela quer ser, e, principalmente, sobre o que aconteceu para que ela percebesse tudo isso.
Bem, com o tal Come early morning não tive tanto problema porque a sinopse me pareceu bem interessante, e negativamente semelhante ao que tenho vivido/ visto ultimamente.
A personagem principal do filme é Lucille, ou Luce, ou Lucy, para os íntimos: uma mulher de 30 e poucos anos que trabalha em uma construtora, tem um relacionamento ( se é que se pode chamar aquilo de relacionamento) difícil com o pai que corneou sua mãe até não querer mais antes que eles finalmente se separassem. Luce tem alguns problemas emocionais. Ela tem dificuldades de se relacionar e acaba se embriagando para poder paquerar. Transa com desconhecidos e foge deles na manhã seguinte, sem ter a mínima vontade de olhar na cara do miserável, que geralmente fica puto ao perceber que ela está "fugindo". Engraçada essa visão da história. Geralmente é o homem que só quer sexo e sai correndo logo depois de conseguir por medo de um relacionamento sério.
Luce é decidida, forte. Por mais "vazios" que esses relacionamentos sejam, ela prefere viver essa verdade do que ficar fingindo um romance sem sentido, quando na verdade as duas partes querem só sexo mesmo.
Um cara novo na cidade (uma cidadezinha do interior, onde a diversão é basicamente tomar cerveja e jogar sinuca em um bar enquanto uma velha junkbox toca clássicos da música country) fica interessado nela e a convida pra sair, o que, para ela, soa meio bizarro. É como se toda essas história de sair, pegar na mão e fingir interesse fosse uma grande farça que Luce não consegue suportar, um jogo que ela não sabe jogar. Eles saem juntos. Os diálogos dos dois me lembram muito as coisas que eu já disse para caras que queriam me paquerar. Respostas curtas e gongantes, e um olhar sempre procurando um ponto de fuga. Para conseguir beijá-lo, ela fica bêbada. Eles vão para a casa dele e fazem sexo. Cal pergunta qual foi a última vez em que Luce beijou alguém sóbria. Isso mexe com ela. Faz com que ela pense sobre o que se tornou e o quanto isso é ruim para ela. Daí começa um romance entre os dois. A atuação dos dois é ótima, as cenas muito cotidianas, muito realistas, tão verdadeiras que me fizeram chorar ( é, ando muito chorona ultimamente).
Não espere uma grande história de amor, ou uma história sobre como Cal salvou Luce de si mesma. Lembre-se de que Luce é o personagem principal. A história é sobre ela. Sobre quem ela se tornou e quem ela quer ser, e, principalmente, sobre o que aconteceu para que ela percebesse tudo isso.


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