quinta-feira, 28 de julho de 2011

Tudo sobre mi madre


Quando penso em ser mãe, penso também em como deve ser perder um filho. Assisti "Tudo sobre minha mãe". O filme fala sobre isso, mas também sobre um monte de outras questões que já rondaram qualquer pessoa. São tantas personagens bem construídas que eu fiquei me perguntando sobre quem era o filme. Acho que sobre todas. O casal de atrizes que interpretam Blache e Stela na encenação da peça "Um bonde chamado desejo" e que vivem um conflito por terem idades diferentes, serem extremamente dependentes e brigarem loucamente, além do fato da mais jovem se usuária de drogas, já dá uma noção do monte de coisas em que você pensa enquanto/ depois de assistir o filme.
Penélope Cruz faz uma freira que tem um relacionamento difícil com a mãe e cujo pai está com Alzheimer, e se vê grávida de uma travesti aidética. Sem ter a quem recorrer, irmã Rosa busca a ajuda de uma desconhecida, Manuela, que acabara de perder o filho no dia em que ele completava 18 anos. Manuela descobre que Rosa está grávida de seu ex-marido, de quem ela fugiu, também grávida, 18 anos antes, por não aceitar seu comportamento machista (embora ele fosse travesti), e por não querer que o filho fosse criado naquela situação louca.
Essa é só uma ponta da estória, que se desenrola de uma forma que te prende.

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