sexta-feira, 29 de julho de 2011

Companheiro/a


Ter um companheiro/a é saber que você não vai ser deixado na merda, não importa o que aconteça. A coisa que mais dói é ser deixado na merda. Lembro da história de Magnólia. Uma das cenas mais marcantes pra mim é aquela em que Earl conta porque seu filho (interpretado por Tom Cruise) o odeia. Ele era casado com uma mulher maravilhosa a quem amava, mas sempre a traía até que um dia finalmente a deixa. Pouco tempo depois ela descobre que está com câncer. O que ele faz? Simplesmente desaparece. Nenhuma visita, nem se quer uma ligação. O filho, na época com uns 14 anos, se não me falha a memória, se vê obrigado a cuidar da mãe até a morte. Ele a vê esperar pelo marido, todos os dias, sem nunca ter uma resposta.
Enquanto conta a estória, Earl está velho, vivendo seus últimos momentos numa cama, esperando pela própria morte e atormentado pelo arrependimento.
"God damn regret!" O velho grita com de dentro de seus pulmões já quase sem forças. Ele não é um ator. Ele é MESMO um velho morrendo, sentindo dor. Mais do que uma dor física.

O ano de 1999 foi realmente um dos melhores pra mim (estou falando de filmes): Magnólia, Tudo sobre minha mãe, Beleza Americana, Garota interrompida, O talentoso Ripley, Central do Brasil, À espera de um milagre, Sexto sentido...

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