sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Problemas

Eu tenho um problema, admito.

Ouvi falar que o primeiro passo para se livrar de um vício é admitir sua condição de viciado.
Pois bem, acabei de fazê-lo, mas não me sinto melhor... um pouco mais idiota, talvez.
Conviver com alguém, quase que diariamente, por 3 anos, depois realmente diariamente por mais 1 ano, faz com que pedaços dessa pessoa estejam espalhados por vários lugares da sua vida. Lugares públicos, particulares, músicas, filmes, fotos, fotos de lugares, memórias, outras pessoas, é quase um estado de loucura, mas depois de um tempo melhora. O meu problema é que a melhora parou. Mesmo lembrando de todas as sacanagens, de todas as infelicidades, não consigo dar o veredito de “ruim” ao que vivi. Tem um motivo, é lógico. Eu me apaixonei, cara, me apaixonei, no primeiro beijo, dado numa esquina. Na verdade não foi dado, foi enganado. Foi engraçado, deu medo, e foi bom, que nem quando você tem 12 anos.  Se alguém me perguntar porque tudo aconteceu eu diria que foi por esse beijo. Pode parecer idiota-romântico, mas não foi, foi físico, uma reação química.
E, depois desse tempo de convivência, passei quase 1 ano, acho que uns 8 meses, solteira. Não o encontrei por boa parte desses meses, depois, tive uma recaída e acabei tornando uma “volta” minha obsessão. Fiz de tudo para conseguir isso, e , finalmente , consegui. Eba!
Uhuuu!
Menos de 1 mês depois e acaboou.
Por que?
Porque não existia mais. Era uma mentira que eu inventei pra me confortar, porque era ruim demais saber que a pessoa que eu amava não existe mais, que eu não amo mais ninguém, e que eu não quero mais.
Me sinto perdida sem isso, mas não posso mais fugir : não existe mais. 

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