Eu li "Confissões de Adolescente" um dia desses. Encontrei o livro lá pelas últimas estantes da biblioteca de humanidades, ao lado de "O segundo sexo", da Simone de Beauvoir, e "Minha vida de menina" (não recordo o nome da autora e estou com preguiça de procurar).
Assisti a série na Cultura, e não sabia que se tratava da adaptação para o teatro do diário de Maria Mariana, que na série interpretava ela mesma. Que coragem! Abrir seu diário, com todos os seus medos, suas loucuras, expostas ao julgamento dos outros, sem nem se quer omitir nomes. De fato, naquela época, 1992, era preciso muita coragem. Hoje isso é tão comum. Quase todos os seres da face da terra tem um blog, onde compartilham suas opiniões e façanhas. Mas uma coisa de ousadia ela teve.
Ela tinha 18 anos, e falou de coisas que eram vistas como monstros, mesmo que todos soubessem que eram naturais. Sexo, maconha, aborto, paquera...Hoje percebo as pessoas falando muito mais, de uma forma mais elaborada, textos filosóficos, mas dizendo, quase sempre, menos. As pessoas omitem os nomes nas suas aventuras. "Vai que o fulano lê e fica com raiva." Qual é? Pelo menos no diário havia menos pudores.
Gostei de ler o livro. Me levou à tempos remotos, coisa não tão rara para um ser tão nostálgico.

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