domingo, 27 de junho de 2010

Gato

A vida corre lá fora, distante de todos nós. Gosto de sentar perto da janela, de ver as árvores, as casas, passarem. Gosto de ver os fios do postes levando luz. Confessar algo a completos estranhos, ctrl C/ ctrl V de sentimentos que se confundem, mas jamais serão iguais.
Ontem estava indo para a calourada e encontrei um gatinho, daqueles laranjas, com olhos verdes/azuis ( sou meio daltonica). Ele estava no posto. Senti vontade de que ele fosse meu. Levantei o gato e olhei em seus olhos. Um filhotinho perdido. Coloquei ele no carro. Pensei que o bosque seria melhor que o posto. Ele se aconchegou no banco de trás. Depois desceu e ficou perto da minha mão. Quando parei o carro, ele estava bem deitado, esparramado. Me senti uma bosta por abandoná-lo ali. Será que ele sobreviveria com os vidros do carro fechados até eu voltar? Pensei que não. O bosque então, mas os portões estavam fechados, era sábado, depois das 8. Me despedi, como quem não queria deixar ir, e o coloquei pela fresta do portão.
Não consigo mais escrever, meus olhos não suportam mais a claridade do monitor.

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