Conhecer milhares de lugares, de pessoas, de línguas e histórias...universo pequeno e ao mesmo tempo tão distante...a gente não conhece quem está ao nosso lado, prefere imaginar lugares nos quais talvez jamais cheguemos a pisar. Mais interessante pisar na lua do que conhecer o fundo do oceano.
Um professor meu, apaixonado por Literatura, especialmente contos, sempre falava que se você quer ser universal, basta descrever seu próprio quintal. Todo mundo é igual, exatamente igual, mesmo que a gente tente lidar com nós mesmos de maneiras diferentes. Todo mundo pensou em fugir de casa aos 15, ou se apaixonou por um amigo de escola, ou escarrou alguém de quem gostava muito. Todo mundo procura, procura por algo que não sabe exatamente o que é. E que muito dificilmente irá encontrar, mas se dar conta disso destroi muita coisa. Saber que talvez não tenha muita coisa lá. " É só isso mesmo", pronto.
Às vezes eu queria ser pivete outra vez, mas lembro que minha infância não foi legal, então eu penso em ir embora, outra cidade, país...Algo interessante, mais do que tenho aqui. Mas a questão não é o lugar, e sei bem disso. Geralmente o problema, a inquietação, vem de vc mesmo. Não dá pra correr.
Adorava a sessão da tarde quando passava alguns dos filmes do "De volta para o futuro". Imaginar como seria a minha vida com 18 anos, como seria o mundo. E hoje eu penso "valha, como pouca coisa mudou, que paia." Cadê o skate que flutua, ou o Delorean voador?
A nossa geração ( esse povo que nasceu na década de 80), sofre de uma nostalgia de um passado que nem chegou a viver...estranho isso. Parece que nada realmente importante chegou a acontecer com a gente. Talvez essa sensação seja fruto da expectativa de coisas extraordinárias que hoje não passam de celulares minúsculos ou I podes ( tá certo? sei lá!). A gente esperava muito mais. Saudade do Dr. Brown e do Marty McFly.
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