Arrisco dizer que hoje foi o pior dia da minha vida. Logicamente, já tive dias terríveis (um exemplo recente foi o dia em que abriram minha perna e tive que gritar por atendimento no IJF enquanto me esvaía em sangue, e 20 dias que seguiram esse momento , já que senti muita dor e tive que ficar sem andar). Mas hoje foi o meu pior dia "normal", porque nada demais aconteceu e tudo conseguiu ser uma bosta.
Eu não fiz nada de extraordinário, só fui dar aula em dois lugares diferentes.
O problema foi que eu tive que atravessar a aerolândia inteira pra poder chegar na parada do ônibus. Demorei uma hora pra chegar ao meu destino e, na volta, demorei uma hora e quarenta. Ou seja, quase 3 horas no trânsito, sendo pisada e apertada e um ônibus lotado, sendo que, de carro, eu demorava 10 minutos para fazer esse percurso.
Isso me fudeu.
EU chorei.
Parece frescura, ainda mais vindo de mim, um ser nativo da aerolândia, mas eu tinha que ter um tempo a tarde para escrever minha dissertação e só cheguei em casa lá pelas 4, morrendo de fome. Almocei e saí outra vez pra dar outra aula. 30 min pra ir e 40 pra voltar. Menos mal.
É uma rotina muito insuportável, sufocante e triste. E eu cheguei em casa tão cansada que queria dormir, mas tenho que ler e que tentar terminar o que escrevi para mandar pra minha orientadora.
Aí leio aqui no Blanchot que o Kafka era muito indignado com o fato do mundo (trabalho, família, obrigações sociais) tomarem o tempo que ele precisava para criar, para escrever.
Enquanto caminhava para a parada pelo centro quase totalmente deserto pensando que minha vida é uma merda e que eu deveria morrer, um velho passou por mim dando boa noite. Eu respondi e ele completou: "fique com Deus".
"O senhor também".
"Confie em Deus, você e sua família".
Duendes.
Eu não fiz nada de extraordinário, só fui dar aula em dois lugares diferentes.
O problema foi que eu tive que atravessar a aerolândia inteira pra poder chegar na parada do ônibus. Demorei uma hora pra chegar ao meu destino e, na volta, demorei uma hora e quarenta. Ou seja, quase 3 horas no trânsito, sendo pisada e apertada e um ônibus lotado, sendo que, de carro, eu demorava 10 minutos para fazer esse percurso.
Isso me fudeu.
EU chorei.
Parece frescura, ainda mais vindo de mim, um ser nativo da aerolândia, mas eu tinha que ter um tempo a tarde para escrever minha dissertação e só cheguei em casa lá pelas 4, morrendo de fome. Almocei e saí outra vez pra dar outra aula. 30 min pra ir e 40 pra voltar. Menos mal.
É uma rotina muito insuportável, sufocante e triste. E eu cheguei em casa tão cansada que queria dormir, mas tenho que ler e que tentar terminar o que escrevi para mandar pra minha orientadora.
Aí leio aqui no Blanchot que o Kafka era muito indignado com o fato do mundo (trabalho, família, obrigações sociais) tomarem o tempo que ele precisava para criar, para escrever.
Enquanto caminhava para a parada pelo centro quase totalmente deserto pensando que minha vida é uma merda e que eu deveria morrer, um velho passou por mim dando boa noite. Eu respondi e ele completou: "fique com Deus".
"O senhor também".
"Confie em Deus, você e sua família".
Duendes.
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