terça-feira, 22 de maio de 2012

Fiz aniversário semana passada. Não atendi telefonemas, nem apareci em casa. Me escondi na rede de um amigo caridoso até o dia seguinte. Chorei, como não fazia há séculos. Só não contei pra ninguém o porquê disso. Disse que estava mal, que não queria falar com as pessoas, mas o fato é só que eu estava/estou cansada de ser criticada. Tô de saco cheio da descrença de quem se diz amigo. Pequenas críticas, o tempo todo, conseguiram se tornar mais prejudiciais que um direto de direito na cara.
Conviver com as pessoas significa, uma hora ou outra, ter que puxar assunto, falar sobre opiniões. Eu não tenho mais saco pra isso, não agora. Não aguento tentar explicar porque minha ferida dói, se os outros sempre acham que não é nada, me ridicularizam por sentir tal dor e até me culpam por ter desenvolvido a ferida. Quero paz, apesar de saber que a solidão não proporciona esse tipo de sentimento, mas, pelo menos, evito o conflito exterior. Bater na minha própria cara é mais agradável. Eu ao menos me conheço mesmo. Não MESMO, mas bem mais que todos eles, disso estou certa. 
Antes queria ficar mal. Agora quero ficar bem. Ficar com uma cara boa, de quem comeu e dormiu. De quem leu e entendeu.
Vou começar a trabalhar mais nisso.

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