Hoje fui ao cinema. Gosto de ir sozinha. Sempre tive esse costume. Sala lotada. Raramente vejo filmes no dragão do mar, mas as pessoas comentavam que nunca tinham visto o cinema lotado daquele jeito. Cheguei meia hora antes e os ingressos esgotaram rapidinho.
Nunca tinha visto um filme do Almodóvar no cinema. Não vi todos ainda, mas ele sempre me agrada. Li em algum lugar que ele surpreende por transformar melodrama em arte. Eu adoro as cores, a música, o enquadramento, as personagens e o espanhol.
As pessoas comentam que esse, A pele que habito, é muito diferente de tudo o que ele fez. Eu não concordo. A cena do louco invadindo a casa facilmente por ter uma familiar que trabalha lá é exatamente a mesma de Kika. Os quadros nas paredes. A agonia do abuso sexual. É a mesma coisa, porém, deliciosamente diferente, surpreendente.
Eu não tenho essa coisa de não querer ver o filme depois de já saber o final. É que nem sexo: o durante é muito mais agradável do que o gozo final. Entretanto, concordo com aqueles que falam que deve-se ver A pele que habito sabendo o mínimo possível sobre o enredo. Confie no Almodóvar, ele sabe o que faz.
O que eu posso dizer é que o filme dá muita agonia. É na verdade uma mistura das agonias dos outros: o desespero do cárcere ( Ata-me), o abuso sexual (Kika), a manipulação da vida alheia, dos sentimentos (Abraços Partidos), uma pitada de Tudo sobre minha mãe...Eu tentei me colocar no lugar da Vicente, mas acho que não consigo nem imaginar como deve se sentir alguém que foi roubado de sua própria vida como ele. Saí do cinema meio zonza. Sorte que fui sozinha, senão teria tomado umas boas cervejas filosofando sobre o que vi por lá, e o que ele despertou por aqui.
Nunca tinha visto um filme do Almodóvar no cinema. Não vi todos ainda, mas ele sempre me agrada. Li em algum lugar que ele surpreende por transformar melodrama em arte. Eu adoro as cores, a música, o enquadramento, as personagens e o espanhol.
As pessoas comentam que esse, A pele que habito, é muito diferente de tudo o que ele fez. Eu não concordo. A cena do louco invadindo a casa facilmente por ter uma familiar que trabalha lá é exatamente a mesma de Kika. Os quadros nas paredes. A agonia do abuso sexual. É a mesma coisa, porém, deliciosamente diferente, surpreendente.
Eu não tenho essa coisa de não querer ver o filme depois de já saber o final. É que nem sexo: o durante é muito mais agradável do que o gozo final. Entretanto, concordo com aqueles que falam que deve-se ver A pele que habito sabendo o mínimo possível sobre o enredo. Confie no Almodóvar, ele sabe o que faz.
O que eu posso dizer é que o filme dá muita agonia. É na verdade uma mistura das agonias dos outros: o desespero do cárcere ( Ata-me), o abuso sexual (Kika), a manipulação da vida alheia, dos sentimentos (Abraços Partidos), uma pitada de Tudo sobre minha mãe...Eu tentei me colocar no lugar da Vicente, mas acho que não consigo nem imaginar como deve se sentir alguém que foi roubado de sua própria vida como ele. Saí do cinema meio zonza. Sorte que fui sozinha, senão teria tomado umas boas cervejas filosofando sobre o que vi por lá, e o que ele despertou por aqui.


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