quarta-feira, 8 de junho de 2011

Dia dos namorados


Todo mundo pensa na sua vida amorosa às vésperas do dia dos namorados, e eu não sou diferente, apesar das várias tentativas. Não é que eu valorize essa tipo de datas. Sei que elas, assim como figuras mitológicas da minha infância como papai noel, coelhinho da páscoa e Jiraya, foram criadas para fomentar o comércio.
Mesmo sabendo de toda essa trama maquiavélica, eu penso em namoro no dia dos namorados, mas lembro também do aniversário da Fernanda, minha amiguinha desde os 16 anos. 
Minha situação amorosa esse ano não será nem um pouco amorosa. Passarei a tão temida data solteira e desacompanhada em outro estado fazendo uma prova junto com quase outros 200 candidatos. Animador?
Nem um pouco, eu sei, mas não me deprimo por isso. Acho que o efeito depressivo só vem no natal e no meu aniversário mesmo. Só me preocupo com onde vou jantar na noite dos namorados, já que, geralmente, todos os restaurantes estão lotados. Além dos contratempos alimentares, o dia dos namorados serve também para deixar quem esteja solteiro carente. Quem não gosta de um cheiro no cangote, de um abraço e de dormir abraçado? Todos gostamos de pelo menos uma dessas coisas, mas não morremos de tristeza por não tê-las nos dias “normais”. Aí vem esse bombardeiro de comerciais lembrando o quanto a sociedade te classifica como incompleto se você não está em algum relacionamento “sério”.
Não deixe a matrix do sistema capitalista te enganar! Você pode ser feliz solteiro! Você pode ganhar cafuné, cheiro e todo o resto!
Você é um ser humano completo ( e se não for, que não seja por isso).
Um picolé pra quem adivinhar qual é esse filme.

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