segunda-feira, 11 de abril de 2011

O belo

Não sou gorda por obra do acaso, assim como sou mulher por obra do acaso e nasci em fortaleza pelo mesmo motivo, mas essas coisas, a princípio despropositadas, acabam fazendo parte do que chamamos de nossa identidade.
Estava folheando uma revista e notei que haviam centenas de anúncios fazendo apologia à magreza, desde propagandas de num sei o que- shakes e chás à barrigas divididas espalhadas por várias páginas. Imagino como as pessoas gordas devem sofrer com isso.
Você está aqui, na sua, feliz com suas gordurinhas, e as pessoas começam a te cobrar para emagrecer, a querer que você explique porque está gordo. Aí vem as propagandas de mulheres perfeitas à lá Marilyn Monroe, e você se pega desenjando ser daquele jeito e quase acreditando que não será feliz se não conseguir. Mas isso não é um problema só dos gordinhos.
As pessoas falam da "ditadura da magreza", mas, na vida real, ser magro também é fora do padrão. Mulher brasileira tem que ser mesmo é gostosa.

Estranho é que esse padrão é tão raro que eu nem sei mesmo porque chamam de padrão.
E é por isso que estou montando um livro com citações de "clube da luta" para colocar ao lado da minha cama e ler um pouco toda noite antes de dormir.
"I say stop being perfect." - Tyler
Eu não sou a Marilyn Monroe ( não que isso seja difícil de notar). Eu sou só eu, uma menina de 24 anos, com pouco mais de um metro e sessenta, cinquenta e quatro quilos e conflitos capilares.
Não que eu seja contra a beleza, afinal, também tem cara (na vida real) de beleza equivalente à da Marilyn que me faz sentir uma imbecil cada vez que olha para mim.
O negócio é que eu, infelizmente, por obra do acaso, não sou dotada de tal beleza, (assim como uns 95% das pessoas que conheço).
Não vou é deixar revistas que vendem cremes e hormônios para cavalos tentarem me dizer como eu devo ser.

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