quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Filmes

Essa semana assisti dois filmes bem nada a ver um com o outro: Black Swan/ Cisne Negro e 500 days of Summer/ 500 dias com ela.
Fiquei curiosa sobre o primeiro depois de ler um artigo sobre ele no site do New York Times. Na verdade o site trás, além de artigos, vídeos de críticos falando sobre obras de todas as épocas. É bom dar uma olhada pra ficar curioso e baixar filmes interessantes. Tá aí o link:
http://video.nytimes.com/video/2011/01/31/movies/1248069602346/critics-picks-solaris.html?ref=movies

Black Swan é sinistro.
Tenho a mania de ficar lembrando das coisas dolorosas dos filmes e imaginar como eu reagiria se elas acontecessem comigo.
 E com esse filme é difícil não fazer isso. Nina, a bailarina escolhida para o papel principal do lago dos cisnes, é tomada por uma psicose pouco a pouco. Se coçar até sangrar é só uma das coisas dolorosas que acontecem com ela, além de ser assediada o tempo todo pelo taradão diretor do ballet.
Sabe aquela sensação que fica depois de ver "Requiem por um sonho"? Pois é, "Black Swan" foi dirigido pelo mesmo cara. 
A mãe que projeta seus sonhos fracassados na filha, a obsessão pela perfeição, o modo como os outros exigem coisas que você não consegue dar ou sequer entender, são alguns detalhes que tornam o filme ainda mais interessante.





Já o outro, "500 dias com ela", é mais bonitinho, apesar de não ser nada bonito no final. É a história de um cara que cresceu, como todos nós, acreditando que um dia encontraria A mulher. E, quando ele finalmente a conhece, ela dá um fora nele. 500 dias se passam até que ele entenda que toda aquela coisa de amor, de destino, de feitos um para o outro, não tinha nada a ver. Não é uma historinha de amor. É uma história sobre como você pode não ser amado e não perceber, mesmo que isso apareça em cada pequena coisa.
A sacada mais interessante do filme foi quando eles se reencontraram depois de um certo tempo. Ela o convida para ir à uma festinha em seu apartamento. Adivinha o que acontece? Ele cria um monte de expectativas. Quando ele está chegando ao apartamento, a tela é dividida ao meio. Uma parte mostra as expectativas enquanto a outra mostra a realidade. Não vi até agora uma maneira mais clara de externar o significado da palavra 'decepção'.


  










Um comentário:

Thiago Menezes disse...

Em relação à sacada dos 500 dias com ela. Também me fiquei refletindo: o nosso momento de recepção.
Explicando: a menina não estava apaixonada e nunca esteve. Mas ele estava apaixonante e extremamente apaixonável... Ela só precisava olhar para ele, para que ele mantivesse a "certeza" de que ela o amava...
E o mesmo no convite para o noivado dela. Ele ainda crendo em milagres, e ela sendo educada... Ele construiu mais uma vez, e a realidade pareceu mais dura e criel...
E é algo mesmo que nos aproxima do filme, acho. Ele é humano. Nós sempre construimos, seja para nos defender, seja para deixar se levar, seja para sei lá o quê... Difícil é construir junto.