sábado, 15 de maio de 2010

Cabeça vazia...

Andei muito tempo distante do meu blog, muitos dos meus seguidores devem ter sofrido (isso foi uma tentativa de ironia). A explicação: muitas coisas a fazer. Especialização, trabalho na UECE, ensino à distância e meus queridos alunos de inglês...tudo isso. Antes, no meu antigo emprego, me sentia sufocada. Agora, mesmo tenho um milhão de coisas a mais, me sinto satisfeita e motivada a enlouquecer ainda mais lendo Hamlet, e qualquer coisa que encontrar sobre. Essa loucura, vontade de fazer as coisas direito, só me faz bem. Infelizmente só funciono sob pressão. Se tenho muito tempo ocioso acabo dormindo e só. Quando me dou conta a vida já passou. Gosto dessa loucura, de estar cansada sábado a noite, mas saber que fiz muito.
A melhor coisa do mundo é se apaixonar pelas coisas. Quem já assistiu "Whip it!" ( ou "Garota Fantástica, título em português)? A história de uma menina de 17 anos, pressionada pela mãe a concorrer em concursos de beleza, moradora de uma cidade pacata, garçonete de um restaurante chamado "Le porcão", e com uma vida totalmente parada. Essa menina se apaixona ao ver um grupo de garotas de patins entrando numa loja para distribuir panfletos sobre uma vaga no time de Roller Derby. Para quem não sabe, Roller Derby é um esporte onde umas meninas mal encaradas e de mini-saia andas de patins(aqueles antigos, não o in-line) e se acotovelam tentando ultrapassar as adversárias para marcar pontos).  E ela descobre que é boa nisso, apesar de pequena,jovem e magra, ela consegue competir e até vencer as loucas tatuadas. Achei massa a transformação da personagem ao se apaixonar por esse esporte, e por tudo o que estava envolvido em tornar-se uma patinadora do time. Liberdade, ousadia, força, amizade, aquela receitinha meio sessão da tarde que sempre funciona. Outra coisa boa do filme é como a relação mãe opressora- filha oprimida é desenhada. A mãe não é pintada como uma vilã, mas como uma mulher meio frustrada que tenta realizar seus sonhos através da filha, dessa forma, sufocando-a e tornando-a apática. 
Andar de patins significa lutar pelo contrário, sair da cidade-prisão  monótona, se apaixonar por um integrante de uma banda e não ter medo, mesmo que depois ela seja corneada por ele...e é se arrepender e entender que apesar de errada, a mãe só queria o melhor mesmo. Um lindo filme, engraçado, forte e delicado. Fiquei sabendo dele através de uma entrevista da diretora, Drew Barrymore. Fiquei curiosa pra ver do que ela era capaz e gostei. Só não entendi  porque não chegou aos cinemas por aqui. Injusto.
Juliette Lewis, a própria Drew e Ellen ( a menina do Juno) estão no elenco, só pra avisar mesmo.

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