

Quem inventou essa história de amor era muito doente, menos doente do que quem acreditou na história. Estava lendo "Morte", do Neil Gaiman( na Siciliano, de graça...se eu tivesse recursos eu realmente estaria disposta a pagar os 60 contos, mas eu não tenho). Começa com um cara de 16 anos, que está entediado com a vida, tendo como conclusão que seria bem melhor se ele morresse, já que não está fazendo nada de interessante por aqui mesmo. Ele dá uma definição de amor interessante:" Não existe essa hístoria de amor, as pessoas sentem tesão e medo. Ficam com uma pessoa e sentem tesão e as duas se juntam porquê têm medo de enfrentar o mundo e se isolam uma na outra."
Ah, era mais ou menos assim, depois eu pego na íntegra. O fato é que esse sentimento simplesmente não existe, mas como desde criança a gente acredita nele, e não é como o papai Noel, que quando você cresce alguém te diz "ah, eu menti um pouquinho", a gente demora a perceber isso.
Um cara sai com você, fica com você e no fim da noite diz que tem namorada, que merda. Mas ainda tem mais. Quando perguntado se ele a ama, a resposta afirmativa vem prontamente. Ridículo? Cinismo?
O pior é que não, ele realmente acredita que a ama, estranho, não?
Eu acho...acho que esse sentimento cheio de purpurina, gliter e cílios postiços não passa de uma drag má que quer tirar vantagem dos nossos momentos de fragilidade ou de "medo", como disse Neil Gaiman....é assim mesmo...tem sempre alguém tirando vantagem de alguém. A minha única dúvida é saber de que lado eu estou.
Um comentário:
sim, o amor é uma trava! e esses quadrinhos são "a própria depressão"! me disseram uma vez que o ovo direito é mais sensível...
:*
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